quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Coisas do amor...



Amar desse jeito,
Sem saber a causa,
Só o efeito,
Eu te amo assim, meu amor!

No teu olhar eu me perco,
Já não existe medo,
Te amar não é segredo,
Não há reservas em mim.

E o tempo vai passando
E eu já não vejo a hora
De contigo, sem demora,
Partilhar os dias meus...

Te contar meus sonhos,
Fazer planos a dois,
Dividir mundos e espaços,
Sem segredos e desejos para depois.

Greice Targino. 15-12-2010.

domingo, 5 de dezembro de 2010

E o que é isto, se não for amor?



É bom ter alguém que goste da gente e ter alguém que agente goste também...                                                        
É bom saber que você me quer tanto e eu te quero também.
Que sentimento é esse que me invade toda e te quer tanto?
Que sentimento é esse que só quer você, só você?
Olho tudo a minha volta e tudo não passa de um bibelô na estante,
Mas você, é a casa inteira, é onde meu amor faz morada,
É o livro que eu quero ler,
 As linhas onde quero escrever,
Você é a tela onde pinto meus sentimentos ...
Essa vontade forte é linda, é tudo o que sinto,
E o que sinto por você é amor!
Amor forte, amor vivo, amor que  quer unir,
Construir, crescer junto,
Amor!
Amor que te quer,
Amor que te ama,
Amor que sonha estar contigo,
Em tí,
Amor que ama e ama...
Amor!
O que sinto é amor!


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sonhos, sementes, sentir, viver...



Aquela foi chuva curta,
Mas foi forte para arrancar algumas flores do nosso jardim...
Mas, que bom, você e eu estamos aqui!
Ainda há sementes que não plantamos juntos.

 Os sonhos são sementes,
 Eu sonho...
 Ainda sonho...
E você também...

Existe o tempo de morrer, nascer, rir, chorar, amar odiar...
 Tempo de ser e pensar,
 Tempo...
 O meu tempo,
 O teu tempo,
 A minha vez,
  A tua vez...

O desencontro,
 O encontro
 Um tempo, uma vez para cada coisa...

Mas há o tempo de crer,
 De pegar as armas e lutar
 De pegar os instrumentos e trabalhar,
 O tempo de ser,
 O tempo de viver,
O tempo de amar...

Estes momentos de escuridão
Trouxeram-nos luz...
A luz necessária...
Ao menos trouxe para mim, e agora vejo que para ti também...

Não, meu amor,
Nem tudo pode ser dito...
Eu também não gosto de palavras não ditas, mas...
Às vezes, o silêncio fala ao coração muito mais do que os lábios.

Palavras, o que são além de palavras?
Sinta!
Sentir...
Eu não quero mais do que sentir!
Isso agora significa viver.
Antes, dizer tudo era tentar fazer o outro sentir,
Agora, ví que sentir é viver!

O nosso jardim.




Ainda bem que você voltou, meu amor
Para deixar melhor o meu caminho,
Encher meu mundo de carinho
E eu, encher tua vida de calor.

Vem que sou pássaro pequenino
E teus braços são o ninho
Onde o amor nasceu e eu me sinto bem.

Já esqueci o frio inverno que passou,
Pois o inverno apenas preparou a terra
Para as sementes que os nossos corações tem.

E agora que a primavera se faz,
Pouco a pouco eu vejo brotar
As sementes e flores mais lindas
No jardim que decidimos plantar.


ESTAÇÕES DO BEM-QUERER.



"QUANDO VOCÊ VEM, A TRISTEZA VAI EMBORA,
E VOCÊ NEM SE FOI, JÁ VEJO A HORA DE VOCÊ VOLTAR .
PRA SER OUTRA VEZ VC E EU, EU E VC NA PRÓXIMA MANHÃ,
NA PRÓXIMA LUA CHEIA,
OU EM CADA AMANHECER QUE A VIDA ME TROUXER VOCÊ.

E ALÍ SEREI TEU CÉU, E VOCÊ, SOL EM MIM...
E ENTÃO, SER ASSIM, MAIS QUE UM INSTANTE,
SER EM TI AMIGA E AMANTE,
EM TUAS NOITES  DE LUA,
DE SOL  OU DE CHUVA REPENTINA,
OU MESMO NO INVERNO FRIO, ONDE QUERO TE AQUECER,
E TAMBÉM NA  PRIMAVERA DE FLORES E PERFUMES QUE TE OFEREÇO...

PODE SER AINDA NO VERÃO DO TEU AMOR,
VERÃO DE LUZ E CALOR QUE EU SÓ GOSTO EM VOCÊ.
E QUANDO FOR OUTONO, ALÍ EU FICAREI MAIS
NO ACONCHEGO DOS TEUS BRAÇOS QUE ME ENCHE DE PAZ.
E ENTÃO, CALAR O GRITO SILENCIOSO DE MINHA ALMA QUE DIZ:
QUERO SÓ VOCÊ, E NINGUÉM MAIS...
NINGUÉM MAIS...
NINGUÉM MAIS...
SÓ VOCÊ!
VOCÊ!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sonhos são sementes nas mãos...




Hoje aprendi que não sei quase nada, que sempre precisarei aprender...Aprendi que a vida é muito curta e que não há tempo a perder, que tudo é possivel para Deus, e que às vezes é difícil sorrir, mas é preciso sorrir, mesmo lágrimas vertendo, para combater a dor pouco a pouco, já que também no conta-gotas do tempo pouco a pouco ela nos dilacera.

Aprendi que a vida faz jogo duro, mas não vou desistir, pois quando sofro aprendo mais. Aprendi que a dor ensina a viver, e a vida, se torna mais linda porque existem pessoas maravilhosas como vocês!
Aprendi que recomeçar é dificil, mas sonhos são sementes nas mãos, sementes possíveis, mas ainda desconhecidas, não sabemos o que elas podem nos dar...

Aprendi que amar não é fácil, mas, se tiver que ser recomeçado, deverá ser de um modo novo, outro modo de ser e de se manifestar, uma nova consciência, não é e não poderá ser o mesmo, por causa das memórias das feridas de tudo o que foi desfeito e quebrado um dia.

Percebi que o amor recomeçado pede ainda mais cuidado, por isso, é preciso sim pensar se vale a pena, se é possivel ultrapassar as compensações e desgastes passados, e se todos estão dispostos a ultrapassar o Vale das lembranças,pois, para quem ama, não importa o ego, o orgulho ou as memórias, quem ama confia, quem ama pode dar uma nova chance, se há esperanças, se há vontade mútua, é preciso correr riscos, ultrapassar o vale tentando até chegar ao vale do Sol do amor total e sem medo outra vez.

O mesmo sol nasce todos os dias, mas não do mesmo jeito. O amor pode ser assim! Mas às vezes, temos que dar uma nova chance a nós mesmos e ao outro... E pode sim ser algo ruim, mas tem a mesma chance de ser algo muito, muito melhor.

Aprendi com alguém memorável em meus dias que o caminho não é fácil, mas "O amor facilita muitas coisas..." E facilitaria... Sim, mesmo um amor ainda ferido pode facilitar tudo a todos sim! O mesmo amor que feriu, pode curar ao outro e ser curado nesses tempos novos! Descobri que às vezes em nossa vida tem que haver o desgoverno, abalando as estruturas  para desenvolver em nós a capacidade de nos refazermos à cada desestruturação interior ou material, e assim, nos tornarmos mais conscientes, mais fortes, mais seguros, mais maduros. O certo e o cotidiano constante tornam nossa vida comum, e o comum é medíocre, sem grandes revoluções, sem grandes acontecimentos, sem grandes emoções.

Descobri que eu nunca vou esquecer a letra de uma música que sempre retorna em momentos distintos a minha vida e traduzida, diz assim: "Se é amor, amor verás e amor viverás..." (Due, Laura Pausini).
Descobri também que todos em algum momento da vida podem ter tido suas músicas, e que eu um dia eu também cantei assim: "Eu tive sorte de te conhecer, sorte de amar voce..." (sorte, Forró do Muido).

Aprendi que minha alma pode agradecer a Deus mesmo em lágrimas de saudade e angústia, pois, só Deus sabe o futuro de tudo o que se vai de nós e de tudo o que não alcançamos, agradecer por ter amado, mesmo tendo perdido um grande amor onde parte da culpa é nossa e hoje, só restam músicas,saudade e memórias.

Mas a vida segue brotando as sementes desconhecidas...Sementes que às vezes devemos arriscar plantar , mas só os corajosos, porém humildes de coração arriscam muito ou arriscam tudo mesmo pois conhecem a sua capacidade de se refazerem novos. Dói ver rasgar a terra de nosso coração para plantar algo que ainda não sabemos se será bom nascer. Dá muito trabalho plantar algo, falar coisas necessárias, recomeçar o caminho, é que geralmente, tememos nossa própria incapacidade de construir o nosso mundo e o mundo do outro, queremos tudo pronto! Uns são medrosos e outros, preguiçosos... Ás vezes, temos que trabalhar em outros terrenos que se encontram com o nosso... É que um dia, fomos ou seremos trabalhados por alguém, e desta vez, é a nossa vez de trabalhar no coração dos outros!





Mas, aprendi também que às vezes, o fio de esperança é muito frágil para me suportar, não posso me agarrar a esse fio, apenas deixo ir e faço o mesmo. É que a espera é algo que fragiliza o amor e um dia, o fio da esperança, desgastado pelo tempo, arrebenta ferindo alguém e é nesta hora que este alguém deve partir, sem olhar para trás para não querer encontrar outro fio ainda mais frágil que o traga de novo ao que tanto esperou, mas, sempre é uma espera em vão...

*** Escritos enviados por uma amiga, palavras que me inspiraram o restante.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Amor novo... Ou nem tão novo assim!



Pensando sobre relacionamentos, estes dias, comecei refletir sobre relacionamentos que acabam e voltam... Eles pedem muito cuidado, é um risco e um desafio de gigantes.


Para mim, o caminho da reconquista é o mais difícil, pois teremos que ultrapassar pelo vale das lembranças, as lembranças de quem ferimos, de quem teve que aprender a se defender com o ego para não morrer perdido em sentimentos que deixaram tanto estrago na alma... Mas, há uma saída! Refazer tudo, restaurar com muito zelo e detalhe, se não, vai ficar sempre algo que pode ferir alguém quando a lembrança da ferida, do abandono inesperado, da traição ou seja lá o que for que voltar diante de uma crise ou diante de uma falta de perdão verdadeiro e pleno que existe nestes relacionamentos que vemos hoje. O amor faz voltar, mas nem sempre a dor das horas amargas foi embora. É difícil para quem foi ferido, mas para quem fere, fazer novo o mesmo amor, é ainda mais. 


Onde um vazio foi deixado, pode haver uma ferida aberta em carne viva e ela dói por ter sido dilacerada e está ainda em processo de cura. O cristal que foi quebrado não deve ser colado e sim, totalmente restaurado, quase como se fosse refeito mesmo para não deixar trincos que podem cortar quem dele se utiliza.


Onde o amor foi ferido, não será nunca mais o mesmo amor de antes. Quem quiser reiniciar, tem que saber que não será um recomeço, aquele tipo de confiança e relação quebrou, sempre há o risco da memória de quem foi ferido vir a tona e ambos deverão estar preparados para estas horas, principalmente a parte que fez o elo quebrar uma vez. O amor não poderá ser simplesmente  restaurado e sim completamente feito novo  ou o máximo próximo disso para que a memória não venha ferir ninguém com a decepção ou remorso fortemente e se vier querer fluir, a delicadeza será importante, a paciência, isso até que realmente todos estejam curados das feridas deixadas em um dado momento. 


Tem que ser de um jeito novo, um novo modo de ser e de amar, não será o mesmo amor, aquele morreu quando foi ferido. Tem que ser vinho do amor em taças novas ou tão bem restauradas que chegam a ser praticamente novas...As mesmas pessoas, mas com novo modo de viver o amor existente.